Depois de tanto tempo sem postar volto eu aqui pra falar de amor!
Hoje vindo para o trabalho, estava pensando em quanto me incomoda a forma como o amor hoje está de certa forma banalizado. As pessoas amam muito todo mundo, e ao mesmo tempo não amam ninguém.
Recentemente nossa família passou de certa forma por um luto, não morreu ninguém não, mas minha irmã de 17 anos se separou do namorado. Uma coisa que na minha época seria com certeza inclusive corriqueira (eu mesma me separei várias vezes de namoradinhos na minha adolescência), tornou-se de certa forma dolorida.
Mas o mais impressionante, é que não doeu na minha irmã, que estava terminando um relacionamento de 3 anos, onde o cara inclusive morou muito tempo na casa da minha mãe, doia em mim, que nem via eles todo dia, que fiquei sentida, por perder o cunhado, alguém que de certa forma fazia parte da família e da noite para o dia não fez mais.
Ai comecei a me interrogar por que isso me abatia tanto ( e a minha irmã não..rs), e me dei conta que eu não estou pronta pra esses amores de hoje. Em que em um dia amam mais que tudo, moram junto, dividem casa, super novos na maioria das vezes, e no outro já nem lembram mais, encontram outros namorados, que vão continuar o mesmo ciclo, amando de novo, se entregando de novo.
Eu cresci pensando que amor era para sempre, que casamento era algo sério. E vi sim, meu pai e minha mãe contrariar todas minhas expectativas e se separarem, aliás fui a primeira criança da minha turma de escola, com 7 anos a ter pais separados. E isso me marcou. Mas marcou pra que eu pensasse que quando eu construisse uma família tinha que ser pra valer. Eterna ( infinito enquanto dure, como dizia Vinicius de Moraes). E por isso, os problemas eu e meu marido encaramos de frente, com muito diálogo. A gente nunca joga pra baixo do tapete, deixando a poeira crescer e virar um monstro do qual perderemos o controle.
Por isso que sofri tanto, que senti mais que minha irmã, porque vi, que cada dia mais as pessoas vivem relações descartáveis ( não que a dela tenha sido), e se desfazem dela quando acham que encontram algo melhor. Não investem realmente no amor, no carinho, no companheirismo. Pensam que trocando de homem (ou mulher) trocarão os problemas, mas não se dão conta que os problemas são criados muitas vezes por quem somos, então onde quer que estejamos, e com quem for que dormiremos a noite, eles estarão ali.
Conversando com uma colega de trabalho que tem filha adolescente, ela me contou que é muito comum isso, meninas e meninos trazerem os namorados para morar dentro de casa. Com 15, 16 anos eles tem vida de casados, que dura algum tempo ( quem sabe até pela imaturidade dessa relação) e depois terminam e seguem o ciclo, dividindo em pouco tempo a casa com outra pessoa. Aí eu me pergunto, onde está aquele amor antigo, que era bom esperar pra ter uma noite juntos e sonhar com o dia em que finalmente teriam o casal a sua casa, o seu lar? Talvez por as coisas estarem tão banalizadas, as pessoas encararem hoje o morar junto não como uma decisão pra vida, mas uma decisão para o momento, que eu tenha que presenciar minha irmã de 17 anos tendo que tomar decisões de uma adulta, separações de bens, se o cachorro vai visitar, ou sei lá o que mais.
E eu me nego a concordar com isso. Amor tem que ser pensado com carinho. Casamento tem que ser contratado com a intenção de ser realmente para sempre. Eu sigo minha vida me espelhando no amor do meu avô e da minha avó. Que durou enquanto ele viveu, e que foram muitos anos de união, amor, companheirismo, e brigas também, que eles foram enfrentando, para dividir juntos esse projeto maluco que é a vida!
E tem coisa melhor, do que olhar para trás e ver tudo aquilo que já se passou, e que por mais dificel que foram os momentos, foram superados juntos? Isso com certeza, só fortalece um relacionamento. E desejo isso para mim, e desejo isso para vocês todos!
Ah e pra minha irmã desejo muitaaaa festa e beijo na boca porque ela é muitooo nova para se amarrar!!!! hahahahahaha
Bjinhos,